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Editorial - Vendo o bloco passar
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Vendo o bloco passar
Vendo o bloco passar

EditorialEdição 69922/02/2017

No final de semana do dia 18/02, a reportagem do Itajubá Notícias passou pelo bar Five Star, na Praça Theodomiro Santiago, centrão da cidade. Um cidadão, no auge dos seus 50 e poucos anos, nos lembrou que ali era a Casa Reny. Era lá que ele e seus amigos costumavam comprar as máscaras de papelão, as bisnagas d’água e tudo quanto era apetrecho carnavalesco para brincarem na rua, no Clube Itajubense, no Clube 16 de Julho (na Imbel) ou no Nova Aurora. “Tinham outras lojas, um montão delas, aliás, quase todas na cidade vendiam coisas de carnaval”, lembra o jovem quase ancião. A Prefeitura apoiava, os comerciantes investiam e a cidade fervilhava. No final dos anos 80, há cerca de 30 e poucos anos, um prefeito aproveitou o fim do ramal de trens em Itajubá para, no lugar onde havia a estação e o pátio de manobras da ferrovia, criar uma avenida que chamou de Sambódromo. Lá os desfiles das Escolas de Samba do Cruzeiro, da Varginha, da Avenida, da Vila Rubens passaram a desfilar. Um outro prefeito, no final da década de 90 até meados da primeira década dos anos 2000, tentou manter a folia no local, mas sem os desfiles. Depois dessa época, acabou tudo. Até um bloco irreverente que chamavam de Katraka de Canhão foi proibido de passar pelo centro da cidade e definhou sem qualquer apoio. Em Poços de Caldas, Varginha (a cidade, não o nosso bairro), Santa Rita do Sapucaí, Piranguinho, a Prefeitura apoiará, comerciantes investirão, os blocos irão para as ruas, o povo se divertirá e os turistas inundarão essas cidades, com certeza, jogando pro lado a tão falada crise econômica que, para muitas cidades é a razão (ou desculpa) para não festejarem o Momo. Crise se enfrenta com investimentos, com trabalho, com ralizações, como fizeram os Estados Unidos na Grande Depressão da década de 1930 e, 15 anos depois, voltaram a ser a democracia de maior potência econômica do mundo. Crise somente é sinônimo de desânimo para os fracos que vivem, enternamente, em crise. Faustão, o do Domingão, disse um dia que quem assistia o “Reveillon do Faustão”, na última noite do ano, era quem não tinha grana para fazer coisa melhor. Não é bem assim: há quem não tenha grana para o reveillon do Copacabana Palace, mas é capaz de animar-se a pegar um busão e ir ver, ao vivo, os fogos em frente ao famoso hotel carioca ao invés de plantar-se desanimado para assistí-lo pela TV. Enquanto outros investem, outros se animam, outros vão à luta e realizam seus carnavais atraindo turistas, ganhando dinheiro e espantando a crise. Itajubá vai vendo o bloco, dos outros, passar.


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