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Sanfona
Sanfona

EditorialEdição 71414/06/2017

Já foram 15, passaram a ser 10, agora 17 e, de novo, fala-se em voltar aos 10. Começam a brotar entre os vereadores itajubenses as sementes de mais uma discussão sobre o número de componentes na nossa Câmara Municipal. Por décadas, nossa Câmara foi composta por 15 vereadores. Devido a uma interpretação do Supremo Tribunal Federal quanto ao artigo da Constituição Federal que estabelece o número máximo de vereadores de acordo com o número de habitantes, reduziu-se a 10. Novamente interpretando a norma jurídica, em 2015 a Câmara, mesmo contra a opinião da maioria esmagadora do eleitorado itajubense, aumentou seu efetivo para os atuais 17, provocando uma reforma no plenário para acomodar tanta gente. Menos de um ano após as eleições e cinco meses depois da posse dos 17, parece que sentiram o aperto – não da opinião pública, mas físico – e já tem gente pensando em voltar aos 10 a partir de 2021. É o efeito sanfona atingindo a Câmara Municipal de Itajubá. O problema real do número de representantes no Legislativo não é o da quantidade, mas da qualidade. Dizem os mais antigos que, quando eram apenas nove, como até a década de 1970, tínhamos representantes notáveis e, a partir daí, passamos a ter notórios, seja qual for o número. Aumentar ou diminuir o número de representantes no Legislativo não resolve os problemas que às Câmaras Municipais são afetos resolver e, como já dissemos por diversas outras vezes neste mesmo espaço, a cada dia mais, diante de tantas discussões sem qualquer proveito real para a população, essa parece ter inteira razão quando afirma que o número ideal seria zero.


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