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Anexo a Câmara: uma despesa injustificável!
Anexo a Câmara: uma despesa injustificável!

Editorial Notícia Destaque 23/08/2017

O atual presidente da Câmara Municipal de Itajubá insiste em levar a cabo sua intenção de construir um prédio anexo ao histórico edifício onde funciona o Legislativo, para abrigar um novo plenário e auditório. Há uma diferença abissal entre despesas públicas e investimentos públicos. Os investimentos são destinados à melhoria dos serviços prestados a população que paga a conta, seja na infraestrutura, seja no atendimento. As despesas são gastos de custeio da máquina pública. Não há nenhuma razão para a construção de um prédio que, segundo cálculos, custará aos bolsos dos cidadãos itajubenses mais de R$ 1 milhão como investimento. A Câmara funciona, hoje, em prédio próprio, que lhe fora cedido em definitivo pelo mMunicípio, um grande prédio histórico que até meados da década de 1970 pertenceu ao Estado de Minas e abrigou, por décadas o Poder Judiciário. Primeiro, ocupava apenas o segundo andar, mas quando foi inaugurado o Palácio Tancredo Neves, conhecido como Centro Administrativo, ganhou de bandeja o prédio todo. Trata-se de um prédio que, quando abrigou o Poder Judiciário, acolhia todos os cartórios judiciais e extrajudiciais, os gabinetes dos juízes, e o Plenário do Tribunal do Júri, sem qualquer problema. Hoje, depois de uma série de reformas e adaptações internas, abriga os gabinetes de todos os vereadores, a Secretaria da Câmara, as Assessorias e o Plenário com seu auditório. O auditório tem capacidade suficiente para o público que costuma assistir às reuniões da Casa Legislativa que, convenhamos, é muito e muito inferior ao público que era atraído pelos julgamentos do Júri no passado. É raro que aquele auditório esteja lotado. Na semana passada, por exemplo, havia apenas sete pessoas, sendo somente dois cidadãos comuns, os demais eram assessores da própria Câmara ou do Executivo. Em um momento de grave crise econômica, que atinge fortemente os municípios, e Itajubá não é exceção, nada, absolutamente nada, a não ser o ímpeto de jogar pela janela recursos públicos como se fossem próprios, explica a insistência do ilustre presidente da nossa Câmara em gastar na construção de um desnecessário prédio um valor que, por baixo, seria suficiente para construir-se mais de 30 casas populares, dando abrigo próprio a mais de 100 cidadãos de baixa renda. A despesa é totalmente injustificável.


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