VOLTAR AO TOPO
Editorial
HOME
EDITORIAL
Que não seja fogo de palha
Que não seja fogo de palha

EditorialEdição 72713/09/2017

Nessa semana a imprensa paulista e nacional divulgou uma grande operação de caça ao contrabando no mais famoso shopping de comércio do país, na conhecidíssima rua 25 de Março, em São Paulo. Foram mais de 1000 pequenas lojas fiscalizadas e fechadas pela Polícia Federal e o shopping, como um todo, interditado pela Prefeitura, hoje comandada por um dos maiores empresários paulistas. Calcula-se que 5 mil pessoas perderão seus empregos diretos. Mas, como disse o locutor de um telejornal popular, “dura lex, sed lex”. Na estréia nos cinemas brasileiros do longa metragem “Polícia Federal: A Lei é para todos”, sobre a operação Lava-Jato, que já levou mais de 500 mil pessoas aos cinemas, para tristeza daqueles que apostavam que o filme seria um fracasso de bilheteria como “Lula, o filho do Brasil”, a expressão latina “dura é a lei, mas é a lei” passa a ser a nova moda brasileira. Há duas semanas, a Vigilância Sanitária em Itajubá vem interditando restaurantes, bares, doceterias, apreendendo mercadorias que não obedeceriam às regulamentações legais para seu comércio e consumo, e isso é bom para a população, embora não o seja para os proprietários desses estabelecimentos e, obviamente, até para quem possa perder o emprego devido às interdições e fechamentos. O que não pode ocorrer, seja em São Paulo, seja em Itajubá, seja nas operações da Polícia Federal, estadual ou do Ministério Público, seja nas Vigilâncias Sanitárias municipais, é que esse tipo de ação seja “fogo de palha”, sob pena de dar-se razão àqueles atingidos, para o mal, que tratam-se de operações seletivas de caráter político visando prejudicar os desafetos sob o disfarce de estar se trabalhando em prol do povo, para o bem. Pior ainda: é necessário evitar-se, a todo custo, que possa-se argumentar que estabelecimentos de não amigos estariam sendo fechados ou desmoralizados para beneficiar aos dos amigos, diminuindo-se a concorrência. Para tanto, tratam-se de operações que, se começaram, têm de continuar até seu total esgotamento, para que se tenha a certeza de que “dura lex, sed lex, duela a quien duela”, como diria um ex-presidente.


DEIXE SUA OPINIÃO







Seu comentário estará sujeito à análise

COMENTÁRIOS (0)



Desenvolvido por Traço Leal Créditos

Jornal Itajubá Notícias R. Dr. Américo de Oliveira, 241 | Centro | Itajubá - MG | CEP 37500-061