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Amazônia
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EditorialEdição 72927/09/2017

Não bastasse as pauladas que vem levando desde que assumiu o governo e prosseguem cada vez mais violentas, Michel Temer insistiu em criar sarna para se coçar, quando resolveu aumentar a área da tal Renca na Amazônia, para permitir a sua exploração por empresas privadas. Os críticos diziam que estaria se permitindo a devastação da floresta, os mais críticos que, além da devastação, estaríamos  ‘vendendo o pais’ à empresas estrangeiras, e daí por diante. Ninguém pode negar a importância da preservação da maior floresta do mundo para a sustentabilidade harmônica do sistema ecológico natural para o Brasil, dono da sua maior parte, e para o mundo. Pouco importa se os Estados Unidos destruíram a maior parte das suas florestas para tornarem-se o pais mais rico do mundo e não querem que os outros façam o mesmo: nem destruam suas florestas, nem fiquem tão ricos quanto eles. Importa que, realmente, a Amazônia é da maior importância para nós brasileiros, mesmo que nos lixássemos para o resto do mundo. Invadir a Amazônia, como fizemos e continuamos fazendo há séculos, como invadimos e destruímos a maior parte da Mata Atlântica e tantas outras reservas naturais ao longo desses 500 anos é atitude tão irresponsável como o foi a catequização dos indígenas e seu aculturamento que redundou na criação de reservas ao mesmo tempo em que se possibilitou a malandragem por parte dos aculturados, sempre, claro, conduzidos pelos políticos que os usaram ao longo desses anos todos. A Amazônia deveria ser abandonada, no bom sentido, assim como os índios deveriam tê-lo sido. Abandonar a Amazônia, hoje, seria deixa-la em paz com toda a sua riqueza vegetal, animal, mineral, vigiando-a constantemente através dos moderníssimos sistemas de satélites, dos quais já dispomos, para não permitir a exploração ilegal por quem quer que seja, da mesma forma que certos países agem em relação ás plantações de maconha, haxixe, cocaína: localizada a atividade irregular, aviões militares despejam bombas, explodem tudo e pronto. A Amazônia ficaria em paz, o presidente atual e futuros também, evitaria-se a vergonha de baixa decreto, suspende decreto, revoga decreto. Chato é que a imprensa perderia um assunto para continuar a descer a lenha no presidente, mas nem tudo é perfeito.


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