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Festival de balas
Festival de balas

EditorialEdição 73004/10/2017

Não há dúvidas: o massacre ocorrido no festival de musica country (sertaneja, em tradução livre) em Las Vegas, um dos destinos turísticos mais badalados dos Estados Unidos e pelo mundo, ocorrido nesse fim de semana, logo após nós, brasileiros, termos patrocinado mais uma grande edição do já mundialmente conhecido e procurado Rock in Rio, fez muita gente ter a certeza de que Deus, realmente, seria brasileiro. Morreram, confirmadamente até agora, quase 60 pessoas, ficando feridas mais de 500, depois das rajadas de metralhadora que um sujeito de mais de 64 anos teria apontado sua metralhadora do alto de um dos mais famosos hotéis daquela cidade para um público estimado em 30 mil jovens reunidos naquele parque. Tiveram sorte: uma metralhadora apontada do alto de um prédio para uma multidão de 30 mil, atingiu apenas menos de 2% de cabeças na multidão. Poderia ter sido maior o desastre. Mas, nem por isso, deixa de ser preocupante e revoltante. Preocupante porque, teoricamente, poderia, sim, ter ocorrido no Brasil. Revoltante... bom, revoltante nem precisa explicar porquê. O tal de Estado Islâmico teria reivindicado a autoria do atentado, mas ninguém deu bola, provavelmente porque o grupo terrorista que tem espantado o mundo apenas tentou aproveitar-se da situação para manter-se na mídia mundial, já que as execuções transmitidas pela internet deixaram de fazer sucesso de público. Parece, de fato, mais um ato solitário de um maluco, como tantos outros malucos tomaram tais iniciativas nos Estados Unidos ao longo das ultimas décadas. Lembra o caso do assassino do presidente Kennedy, em 1963, que também procurou um prédio alto para disparar contra sua cabeça. Nós, brasileiros, evidentemente que reprovamos atos terroristas e de simples intolerância religiosa, política ou social de qualquer espécie. Até nossas paradas gay são tranquilas, divertidas, sem maiores consequências, mesmo diante de atos de imbecis como quem os ataca nas esquinas. Convivemos com católicos, muçulmanos, pentecostais, evangélicos, umbandistas e aqui recebemos estrangeiros de tudo quanto é lugar como se fossemos uma abençoada casa da mãe Joana. Há malucos, como o cara que há alguns anos atirou contra espectadores num cinema em São Paulo ou o outro que atirou contra alunos de uma escola no Rio de Janeiro, mas malucos todo país tem. Nada comparável com a maior nação do mundo, a maior democracia do mundo, a maior economia do mundo, o maior exército do mundo, que também parece congregar os maiores malucos do mundo. Graças a Deus, nosso conterrâneo.


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