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Transparência (também) às refeições
Transparência (também) às refeições

EditorialEdição 72530/08/2017

Matéria publicada nessa edição do Itajubá Notícias informa à população, como é dever de todo órgão de imprensa sério, que um dos tradicionais restaurantes de Itajubá foi interditado, na última sexta feira, pela Vigilância Sanitária, que vinha encontrando diversas irregularidades, sobretudo na área da cozinha – a mais delicada de qualquer restaurante – do estabelecimento. Trata-se do restaurante Lafer, de propriedade, nada menos, do que do principal líder e ex-presidente da ONG Transparência Itajubá, conhecida por cobrar aos poderes públicos e iniciativa privada retidão nas suas ações, Luiz Antônio Santiago, também proprietário de um órgão de imprensa (?) escrita que circula semanalmente na cidade. A interdição foi decidida após cinco notificações recebidas pelo proprietário do restaurante e nunca cumpridas integralmente, segundo a diretora da Vigilância Sanitária e o advogado da Secretaria de Saúde do município. O proprietário do restaurante interditado procura defender-se nas redes sociais, sem qualquer “mea culpa” perante seus clientes, tentando transformar o ato legiítimo dos responsáveis pela Saúde Pública no município em questão política. Não é novidade para ninguém que Luiz Santiago forma-se ao lado da oposição ao atual prefeito Rodrigo Riera, manifestando seu posicionamento político através de criticas que publica regularmente em seu jornal (?) e até denúncias de supostas irregularidades na gestão municipal que encaminha ao Ministério Público, nenhuma delas, até o momento, julgada procedente pelo Poder Judiciário. Há alguns anos, a então empresa editora do jornal Itajubá Notícias sofreu, de fato, graves perseguições político-administrativas por um ex-gestor municipal. A Rádio Futura, pertencente a uma Fundação Cultural presidida pelo pai do atual prefeito municipal, também chegou a ser interditada pelo mesmo ex-gestor. Tanto a Dial Produções, então editora do Itajubá Notícias, como a Rádio Futura procuraram o Judiciário para demonstrar a ilegalidade das ações administrativas perpetradas por aquele prefeito, e o Judiciário, em ambos os casos, deu-lhes razão: a Rádio Futura foi reaberta poucos dias depois por meio de um mandado de segurança e a Dial Produções Ltda teve uma ação anulatória de ato jurídico movida contra a Prefeitura julgada procedente pela Justiça. E assim ocorreu porque, de fato, o que havia era perseguição política pura e simples travestida em ato autoritário. No caso do Restaurante Laffer, se Luiz Santiago, realmente, acha que seu restaurante obedece à legislação sanitária e que a interdição tivera caráter político, é simples: vá ao Judiciário. Ou então, cumpra a lei que tanto diz defender e dê a devida transparência às refeições de seus clientes.


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