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Paz na política
Paz na política

VariedadesEdição 74303/01/2018

O ano de 2017 não terminou bem para Itajubá. Às vésperas do Natal, pela primeira vez na nossa história um vereador eleito com mais de 1000 mil votos, teve seu mandato cassado pelo voto de apenas sete Magistrados de um Tribunal Superior, porque entenderam que a compra de um ônibus pelo município há mais de 14 anos, quando esse vereador era o prefeito, teria sido superfaturada, quando o Tribunal de Contas da União já havia decidido que não teria havido superfaturamento algum, aprovando as contas apresentadas ao final de um longo processo administrativo. Chico Marques enfrentou, desde quando solicitou o registro de sua candidatura, ferrenha oposição por parte do grupo liderado pelo prefeito Rodrigo Riera, que se vira reeleito naquele mesmo pleito, também com ampla margem de votos sobre seu principal adversário, aliás apoiado por Chico. O grupo de Riera terminou vencendo a briga jurídica – pelo menos por enquanto, já que Chico Marques ainda pretende valer-se do ultimo dos recursos judiciais para tentar reverter a situação. O triste nessa história não é o fato de Chico Marques haver tido seu mandato popular cassado pela decisão de uns poucos votos de gabinete, porque isso tem se revelado extremamente comum no Brasil. Nem o fato de que o gabinete fechou os olhos a um fato claro: o de que não teria havido o motivo alegado para a recusa ou cassação do registro de sua candidatura. O triste é que tudo isso decorre, originalmente, de uma briga eminentemente politica e pessoal dos dois melhores prefeitos que Itajubá já teve ao longo dos últimos 30 anos – vejam bem: não dissemos dois dos melhores, mas os dois melhores – tanto que, mesmo diante de toda a oposição enfrentada, de todas as maledicências sofridas, inclusive, no caso de Chico, ações judiciais por suposta improbidade administrativa engendradas com fins eleitoreiros, e, no caso de Rodrigo, operações policiais espetaculosas engendradas com a mesma finalidade, foram amplamente consagrados nas urnas (Chico em 2000; Rodrigo em 2016) com suas reeleições. Num momento em que o Brasil vive período de total insegurança jurídica, uma crise política e de credibilidade dos políticos nunca antes vista, uma crise econômica que já nos teria levado para a falência total não fosse a força do nosso empresariado, e que enfrentaremos um ano de 2018 duríssimo, pelo embate político jurídico que se estabelecerá com a possível candidatura ou tentativa  de Lula, talvez até com tumultos nas ruas das principais cidades, seria bom que Itajubá vivesse um período de paz na política, talvez com os maiores líderes itajubenses dando-se as mãos em benefício de todos nós, e não valendo-se de quem não tem voto para derrubar uns aos outros, os verdadeiros donos dos votos.

 


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